domingo, 28 de setembro de 2008

O nosso Melville faleceu aos 83 anos

Senhor de uma voz pausada, com uma acentuada pronúncia da Calheta, Dias de Melo ficará imortalizado na sua escrita.

Para divulgar a sua obra e incentivar os mais jovens a escrever, talvez se pudesse instituir um prémio literário anual ao melhor poema, composição, ou outro, com a colaboração da CMLP, da E B 3/S de Lajes do Pico, ou mesmo da Junta de Freguesia de Calheta de Nesquim.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Da minha janela

Hoje acordei assim...



E deitei-me assim

Por vezes, ouço passarinhos

Outras vezes passarões. Onde terão seus ninhos?

E vapores. Sim, no verão só conheço vapores. Navios são pró inverno.

domingo, 21 de setembro de 2008

Expliquem-me como se eu fosse mesmo muito, muito...

Ilhas com maior número de eleitores:

Consultando o Mapa Oficial n.º 2/2008, com o número de eleitores na Região, número de deputados a eleger para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e a sua distribuição pelos círculos eleitorais, verificamos que as ilhas com maior número de eleitores são:
Círculo São Miguel . 102 503 eleitores (19 deputados)
Círculo Terceira . . .45 324 (10 deputados)
Círculo Pico . . . . .11 611 (4 deputados)
Círculo Faial . . . . 11 535 (4 deputados)

Como podemos constatar, o Pico é a terceira ilha com maior número de eleitores, logo a seguir à Terceira e S. Miguel.

É imprescindível que este número votantes, traduzido no respectivo número de deputados, se reflicta num peso político real, de modo a desenvolver a ilha.

Por outras palavras, é mais que justo que a nossa ilha seja também a terceira ilha dos Açores em investimento público.
Repetimos, se tem cabido mais investimento a S. Miguel e Terceira, fruto da sua dimensão, logo a seguir deve vir o Pico, pelos mesmos critérios.
Não há, actualmente, qualquer outra razão objectiva para nos sujeitarmos a tanto deficit.

É certo que já houve razões históricas para que a concentração do investimento do grupo central se efectuasse numa única ilha.
Pois, os nossos vizinhos dispuseram da única grande baía e ancoradouro do grupo central, ao longo de séculos.

Dizia-se mesmo que o grupo central tinha dois portos: o da Horta e o mês de Agosto.
Mas isso já foi chão que deu uvas, pois, devido aos progressos em infra-estruturas, nomeadamente em portos e aeroportos, esta questão já não se coloca.

Se permanecêssemos no tempo de Salazar/Marcelo Caetano, em que um governador de distrito centralizava o poder, sem ter de responder perante um parlamento regional, eu achava que a manutenção desta situação fazia todo o sentido.

Mas, após o 25 de Abril, veio a autonomia e o desenvolvimento que alteraram por completo este obscuro jogo de forças.
No entanto, os antigos hábitos de subserviência e de temor reverencial pelos do outro lado do canal, subsistiram dentro do nosso parlamento.

Urge desmistificá-los.
Interrogo-me se, a melhor maneira de o fazer, não será dando o nosso apoio incondicional aos nossos representantes, de modo a que, nesta negociação, se sintam mais picoenses.
Pois, sentindo o apoio dos seus eleitores, quem não será mais firme e determinado na defesa daqueles perante os quais tem a obrigação de defender?

É preciso que os parlamentares do Pico, que serão cinco na próxima legislatura, consigam o terceiro maior investimento público dos Açores para a nossa ilha, como consegue a Terceira o segundo e S. Miguel o primeiro.

Pois, será necessário dotar a ilha de mecanismos de decisão e excelência análogos aos da Terceira e S. Miguel.

Só assim se poderá criar empregos qualificados, para que os nossos jovens não tenham de abandonar a ilha.
Só assim se acabará com a desertificação humana da ilha, o maior problema do Pico.

Ou então, se o único papel que nos cabe é o de sermos ultrapassados por aqueles que têm uma população idêntica, um menor número de eleitores e uma dimensão de território bastante inferior, ao menos, tenha-se a decência de eliminar o parlamento e voltar a nomear governadores, restabelecendo, assim, os distritos.

Será um processo mais transparente, menos oneroso para o erário público e com o mesmo resultado para os picoenses.

A não ser que eu esteja muito errado e então peço, encarecidamente, que me expliquem, como se fosse mesmo muito burro!

Candidatos do PSD pelo Pico

Os candidatos do PSD às regionais 2008 pelo Pico são:
Duarte Freitas, economista
Cláudio Lopes, engenheiro agrónomo
Jaime Jorge, téc.profissional agricultura
Judite Castro, licenciada relações internacionais
César Neves, mecânico
Paulo Marcos, escriturário
Vanda Areia, jurista
Fernando Evangelho, licenciado em gestão e administração autárquica
Fátima Santos, enfermeira
Rómulo Ávila, estudante
Patrícia Costa, licenciada biologia/geologia
Carlos Freitas, professor

Os candidatos apresentarão, brevemente, 43 medidas para desenvolver o Pico.

Esperamos ver medidas concretas, precisas, inovadoras e ambiciosas para uma ilha conhecida, desde sempre, como a do futuro.

A todos os candidatos, votos de um bom trabalho.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Por que se abriu a porta à Berta?

Defendemos, desde sempre, uma maior aproximação dos eleitos aos eleitores. Ou seja, aqueles que se candidatam ao parlamento devem olhar olhos nos olhos os que os elegem. Será este o caso?

Se a dra Berta apenas pretende ajudar o seu grupo parlamentar e não ter assento no parlamento, então deve, muito simplesmente, participar activamente na vida partidária, sem se candidatar a um lugar que não pretende ocupar.

Pois pensamos que o PDS, à semelhança de qualquer outro partido da oposição, tem como função denunciar más práticas do poder e terá perdido, com este episódio, alguma autoridade moral.

É certo que Costa Neves preferiu dar tudo por tudo para unir o partido.

Mas talvez tivesse sido preferível contar com quem está disponível de corpo e alma, em vez de apresentar nomes sonantes que em nada parecem empenhados neste combate.

Sim, a dedicação ao partido da dra Berta, terá também ficado abalada, uma vez que, fragilizando o seu líder, neste momento, acaba por causar mais estragos ao PSD que os seus supostos adversários.

Costa Neves, ainda tentou disfarçar a situação dizendo que, à semelhança do PS, deveria submeter a sufrágio os futuros membros do seu governo, deixando, assim, uma porta entreaberta.

Mas Berta, talvez adivinhando o resultado de Outubro e o futuro de Costa Neves como líder partidário, solidariamente, fechou a porta, dizendo que o seu compromisso é com Ponta Delgada.

Saúda-se ao menos a (in)sinceridade da senhora que, nesta matéria, envergonhará muitos outros candidatos que por aí se apresentam.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Sobre coisas lepras, moscas de verão, mosquitos e outros bichos

Foto retirada daqui

Foi com orgulho que li em http://jcarquitectura.blogspot.com/ que, no passado dia 6 de Setembro, o jornal Expresso publicou um artigo de José Manuel Fernandes, em que este arquitecto refere dez bons exemplos de arquitectura nos Açores e Madeira.

Assim, neste TOP dos dez mais foram referidos:

6º - GRUTA DAS TORRES, NA MADALENA DO PICO de INÊS VIEIRA DA SILVA E MIGUEL VIEIRA, 2003-05.

8º - POSTO DE TURISMO E ÁREA DE LAZER NO FORTE DE SANTA CATARINA E CAPELA RAINHA SANTA ISABEL NA ALMAGREIRA (COM TERESA ROBALO),LAJES DO PICO de RUI JORGE PINTO, 2003-05 E 2006.

(...) A capela, alcandorada sobre a encosta rural, a olhar a ilha e o mar, é uma simples «caixa» de betão e vidro, cuja eficácia, como espaço simbólico e sagrado, lhe advém exactamente da pureza da solução espacial.

Ficámos, assim, agradavelmente surpreendidos por três destes projectos terem sido realizados no Pico.
Sobre o último, a Capela Rainha Santa Isabel, muito discussão houve. Contudo, uma coisa parece ter acontecido: A Almagreira foi inserida no mapa da arquitectura insular.

Outras duas obras polémicas, como é próprio da arquitectura moderna, preparam-se para nascer: o Jardim Mágico da Baleia e o Teatro e Centro de Congressos do Pico.

Seria bom que, após as dúvidas levantadas pela população sobre estes projectos e respectivos esclarecimentos técnicos, a discussão não se prolongasse indefinidamente. Pois sabemos que um consenso nesta área parece impossível.

Olhando o passado, lembro-me que a primeira obra do museu foi muito criticada, nomeadamente as torres e a parede branca da oficina de ferreiro. Hoje parece consensual, como boa opção.

Relativamente ao monumento aos baleeiros, parece-me bonito de noite, quando iluminado. Mas de dia, parece-me mais um obstáculo no Caneiro. Enfim, é impossível apresentá-lo de noite e removê-lo de dia...

Já a muralha de protecção e o porto de recreio parecem agredir a ampla baía. A quem, como eu, vai lá no verão é comum ouvir: Estragaram as Lajes com betão. Contudo, sabemos que o objectivo desta primeira obra não é estético, mas como o nome indica, de protecção.

Sobre estes temas, o blog Lajes do Pico pretendeu lançar um amplo debate, com especial incidência no Jardim Mágico da Baleia.

Seria conveniente que a comunidade lajense, que se encontra nas Lajes e nos quatro cantos do mundo, desse a sua opinião de forma franca e descomplexada.

Tendo sempre em conta que o que interessa é o bem das Lajes e que qualquer outro "fait divers" não é bem-vindo.

Teremos maturidade e frieza para encetar esta discussão?

domingo, 14 de setembro de 2008

Onde deixam os sapatos?

(clique na foto para as ampliar)

O ilustre deputado da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), José San-Bento, acusou o PSD de terrorismo e atribuiu aos seus colegas de labuta, as designações de “Mahomed” Clélio, “Mustafat Bolieiro”, “Said Al” Marinho e “Husaim” Macedo.

Eina, como esses gajos se divertem!
Só nos resta esperar que o distinto deputado, que é uma verdadeira inspiração aqui para o blog, seja reeleito, pois nós bem merecemos!


Allah-Hu-Akbar.

Candidatos do PS pelo Pico

A lista dos candidatos socialistas pelo Pico é constituída pelos efectivos Lizuarte Machado, Hernâni Jorge, Paulo Jaime Goulart e Palmira Palhaça e pelos suplentes Sandra Rodrigues, Guido Teles, Roberto Silva, Maria Adozinda Ávila, Miguel Costa, Humberta Lima, Gilberto Ribeiro e Laura Isabel Serpa.
Como um candidato que surge em condições de ser eleito pelo Círculo de Compensação é Paulo Jaime Goulart, o Pico apresentará 3 deputados do PS na próxima legislatura, caso se mantenha a actual relação de forças.
Se o PS conseguir roubar um deputado ao PSD, como se propõe, então avançará para a assembleia o quarto efectivo, Palmira Palhaça.
A todos os candidatos, os meus votos de um bom trabalho.