sábado, 24 de julho de 2010

Últimas previsões do Polvo Paul: Carlos César deseja ter o seu sucessor político na Nova Maternidade do Pico

Com o intuito de conhecer as imprescindíveis previsões do Polvo Paul (PP), deslocámo-nos ao aquário de Oberhausen, no oeste da Alemanha.
Ao entrarmos no aquário deparámo-nos, desde logo, com o olhar sagaz e perscrutor de Paul, enfim com aquele olhar que só os polvos sabem ter.

BN: Caro Polvo Paul (PP), gostaria de lhe pedir umas previsões.
PP: Ora, disponha. Mas primeiro devo-lhe dizer que as minhas previsões só funcionam se acreditar muito… e se tiver mesmo muita fé cá no polvo.

BN: E tenho… Pois sempre ouvi dizer que o polvo é sábio e tem sempre razão.
Mas adiante… Caro PP, com explica que, apesar de muitos humanos terem previsto que a Alemanha só claudicaria frente à Espanha, só um polvo é que ficou famoso?
PP: Sabe, nós não somos seres quaisquer… Nós, os polvos, somos cefalópodes… não somos acéfalos…
BN: Presumo que está a utilizar metáforas.
PP: Por vezes uso metáforas…

BN: Polvo Paul, prevê que o Governo dos Açores irá construir uma maternidade no Pico?
PP: Claro, Carlos César não só tem essa intenção, como deseja ter o seu sucessor político na Nova Maternidade do Pico.
BN: Xi…mas isso não é p’ra já…
PP: É para quando for…Sabe, futebolisticamente falando, César lembra-me o Eusébio, o tal que enquanto este esteve no activo, o Benfica não perdia.
BN: Mas, e a presidente da câmara de…
PP: Sabe, há quem fique contente por ganhar apenas na sua rua… Já agora, não será má ideia pôr o rapaz do Pico a aquecer se a coisa der para o torto…

BN: Voltando ao Pico, o que deve o governo fazer para desenvolver a nossa ilha?
PP: Deve ouvir o polvo do Pico.
BN: Mas já ouve…
PP: Não ouve. Só faz que ouve.
BN: Mas então, o que deve o governo fazer para ouvir o polvo?
PP: Primeiro diga-me, há algum polvo famoso na sua ilha?
BN: Famoso, famoso há o à moda do Pico.
PP: Credo… recuso-me a continuar a entrevista com comedores de polvos.

Posto isto, o PP amuou e, mesmo após várias insistências, deu por terminada a conversa.
Resta-me acrescentar que regressámos aos Açores via Frankfurt e que a viagem ocorreu sem incidentes.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Desafio

Foto retirada de Medina
Tapete de relva, bola rolando,
rostos suados, corpos dançando.
Atacam uns, defendem outros,
grita a multidão, parecem loucos.
Apita o árbitro é o delírio,
corta a jogada e o desafio.
Protesta o público: — grande aldrabão,
e no relvado é a confusão.
Nas bancadas, as claques gritam,
erguem bandeiras que no ar se agitam.
Há cores vivas e alegria,
meteu-se um golo, que gritaria!
E à saída, regra geral...
para uns foi bom, para outros mal.
Trocam-se mimos e empurrões,
fogem os árbitros das confusões.
E neste desporto de multidões...
os grandes craques ganham milhões!!!


M.M. in ilha Maior de 16 de Julho de 2010

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pico meio coberto, ou meio descoberto?

Parque de combustíveis concluído em Novembro

Carlos César anunciou para o mês de Novembro a conclusão do parque de combustíveis do aeroporto da ilha do Pico.
Falando durante a inauguração do armazém para equipamento de placa do aeroporto, o chefe do executivo açoriano garantiu que a conclusão da estrutura, após terem sido superados os contratempos de ordem técnica ou administrativa, está prevista para o penúltimo mês do ano.

Para breve está também a conclusão do armazém de carga, prevendo-se a entrada em funcionamento no próximo mês de Outubro.

Quanto à instalação do ILS, César garantiu que todo o equipamento tecnológico já foi adquirido, devendo ser instalado logo que a obra de terraplanagem do terreno se complete.

“Concluídos todos estes investimentos, estaremos em presença de um empreendimento de grande relevo e qualidade, que comporta fortes garantias quanto ao presente e o futuro da ilha do Pico, e que orgulha o Governo e todos os seus impulsionadores.

Trata-se, afinal, de uma obra que, incluindo equipamentos, implicará um investimento de mais de 35 milhões de euros”,afirmou Carlos César.

Carlos César reafirma intenção de abrir área obstétrica no novo centro de saúde da Madalena

O presidente do Governo reafirmou na passada quarta-feira a promessa de dotar o novo Centro de Saúde da Madalena com uma área obstétrica.

Falando na apresentação do projecto da nova estrutura de saúde, Carlos César sublinhou que “o Governo está empenhado para que esse projecto seja bem sucedido”.

O chefe do executivo anunciou igualmente que o novo Centro de Saúde da Madalena deverá estar pronto a inaugurar em finais de 2012, antes do final da actual legislatura.
O projecto, que ficará concluído este ano, será lançado a concurso público no último trimestre do ano corrente, prevendo-se o início da obra para 2011.

Texto com supressões - Ilha Maior de 2 de Julho


Governo traz… mais do mesmo

Mais uma visita do Governo ao Pico, mais uma esperança criada, mas mais uma desilusão deixada.
Na última visita (obrigação?!) estatutária ao Pico, o Governo, fingindo que trazia uma mão cheia de projectos para o Pico, afinal quando a abriu era apenas… mais do mesmo!

Isto é, os mesmos discursos de sempre.

Deixa novas autorizações; não explica porque ainda não deu cumprimento às autorizações deixadas há um, dois, três e quatro anos atrás; fala de pequenos atrasos por razões técnicas e legais em relação a certos projectos (como se fizesse um exercício de auto-penitência);

inaugura umas obras menores (algumas delas de duvidosa qualidade) e marca já o ano em que as grandes obras, agora anunciadas, vão ser inauguradas.

E podemos nós desta vez confiar que vai ser tudo direitinho como o Governo anunciou?!

A meu ver, acho que temos tantas razões para confiar/duvidar destes compromissos como o que tem sucedido nos anos anteriores, isto é: fala-se de várias obras, altera-se em cada ano o discurso e deixa-se a sensação que elas vão ter início em breve.

O problema é que nem a primeira pedra sai da cartola.

Texto com supressões - Claudio Lopes In Ilha Maior de 9 de Julho

domingo, 4 de julho de 2010

Três turistas perdem-se na montanha do Pico

A semana passada, três turistas que se encontravam em visita à nossa ilha saíram fora do trilho e perderam-se na Montanha do Pico.

O facto de estes turistas terem preferido usar como referências visuais a nova Escola Secundária das Lajes, assim como o reordenamento dos portos de S. Roque e Madalena ao longo das suas deslocações, pode ter contribuído para o desvio dos percursos habituais.

Segundo apurámos, as condições meteorológicas, com chuvas fortes e nevoeiros, assim como os roteiros da Ilha Montanha estarem desactualizados, por ainda não serem das Ilhas de Coesão, poderão, também, ter contribuído para este afastamento.

A operação de resgate, liderada pelos Bombeiros da Madalena em colaboração com os funcionários do Parque Natural do Pico, foi bem sucedida e trouxe sãos e salvos as referidas pessoas.
Faz-se votos para que estes nossos montanheiros consigam guiar-se pelas refências visuais já mencionadas na próxima visita, a fim de poderem disfrutar de um passeio mais tranquilo.

domingo, 27 de junho de 2010

Um luxo de reformados

Dados da Pordata, a base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, criada por António Barreto, indicam que em Portugal existem 3.423.946 pensionistas inscritos na Segurança Social e na Caixa Geral de Aposentações.

Os números relativos à população mostram que do total dos cidadãos residentes (10.655.842), havia 1.693.493 com mais de 65 anos.

Ora, fazendo a diferença entre pensionistas e pessoas com mais de 65 anos chegamos à conclusão que existem 1.730.453 cidadãos que, não tendo idade para estar reformados, são apoiados pelo sistema de segurança social.

É claro que neste número haverá casos de incapacidade e outras razões.
Demos de barato que 730.453 pessoas estão nessa situação.

Mesmo assim resta um milhão de cidadãos em idade activa que estão reformados.

É um luxo a que, nos tempos que correm, o país não se deveria permitir.

domingo, 20 de junho de 2010

Dis ortorgarfia IV: Con selho ou sen selho de ilha do Pico

No documento serão referenciados como prioridades os projectos de remodelação dos portos da Madalena e São Roque, a construção do novo Centro de Saúde da Madalena e das escolas da Ponta da Ilha e Secundária das Lajes, sem esquecer a requalificação da Estrada Longitudinal. Estes investimentos já tinham integrado, na sua maioria, o memorando entregue na última visita estatuária, mas no decorrer do último ano não chegaram a ser concretizados.

Daniel Rosa in Ilha Maior de 18 de Junho de 2010

Durante a reunião do CIP, o conselheiro Mário Freitas apelou a uma extinção daquele órgão. Segundo o conselheiro, o CIP é “inútil” porque não resolve nada. “Tudo o que aqui se decide não tem resultados práticos. O Governo não liga ao CIP”, afirmou Mário Freitas.
O conselheiro acusou ainda o executivo de aproveitar as visitas estatutárias ao Pico para fazer comícios políticos.

Mário Freitas in Ilha Maior de 18 de Junho de 2010

O Presidente do Governo dos Açores, Carlos César, afirmou esperar mais, que o Conselho pedisse novos projectos para a ilha, no início de uma nova legislatura.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Visita estatutária ao Pico

O Porto da Madalena era um dos pontos que os conselheiros do Pico iam questionar ao Governo Regional aquando da visita estatutária agendada para o final deste mês, mas segundo Daniel Rosa Presidente do Conselho de Ilha, o porto já foi adjudicado esta quarta-feira, e as obras deverão arrancar em Setembro.

Resolvido o problema do porto, muitos outros assuntos foram levantados.

São exemplos: o enquadramento de financiamento de algumas obras pós 2013, acessibilidades, saúde e educação como explicou Daniel Rosa à Rádio Pico.

Recorde-se que a reunião do Conselho de Ilha aconteceu ao longo da tarde de quarta-feira no edifício dos Paços do Concelho da Madalena.

sábado, 5 de junho de 2010

A grande execução

A venda da Cimpor, de meia PT ou da Galp não é moda nem coincidência. Assim como o fecho de linhas de crédito a empresas que se está a intensificar de Norte a Sul não é a banca do avesso. Tudo isto é Portugal a pagar as suas dívidas.

Ao contrário do que é às vezes conveniente pensar, o mundo das empresas é o mesmo do do Orçamento.
Não há oposição entre uma 'economia real' e 'finanças públicas'.

Micro e macro economia são gémeos siameses, mesmo que cada cabeça queira ir para seu lado, o corpo arrasta ambas para o mesmo. Foi em grande parte por se pensar que 'vida' e 'défice' eram alternativas que aqui chegámos.

Uma moeda tem duas faces, não é possível valorizar uma sem a outra. Nem desvalorizar.

No texto que Cavaco Silva escreveu em 2003 traçando o desvario que se seguiria ao desequilíbrio externo já então pronunciado mas ignorado, e que o Negócios recuperou há semanas, o então professor de economia escrevia que chegaríamos à venda dos activos. Os dedos e os anéis. Era uma questão matemática, ou se quisermos, macroeconómica:


"Um país, mesmo que seja uma região num espaço monetário unificado, não pode endividar-se sem limites. No médio ou longo prazo, um défice continuado das contas externas acaba por manifestar-se sob a forma de aumento do prémio de risco, racionamento do crédito ou transferência de activos das mãos nacionais para as mãos de estrangeiros (…)."

Começou-se pelo imobiliário. Na última década e meia, Portugal vendeu terrenos do Alentejo a agricultores espanhóis, moradias no Algarve a turistas e reformados ingleses, prédios, avenidas novas e centros comerciais de Lisboa a fundos de "real estate" internacionais.


Venderam-se também empresas, dispersando-as em Bolsa, mas mantendo o seu controlo em Portugal. Agora, acelerou-se a venda de posições estratégicas das grandes empresas. E mais virá com as privatiza- ções, para as quais não há capacidade de aquisição pelos capitalistas portugueses.


O problema não é a entrega de empresas a controlo estrangeiro. Isso é até bom, na medida em que essas empresas se tornarem mais eficientes, oferecerem produtos e serviços melhores e mais baratos aos consumidores portugueses.

O problema é que a entrada de capitais que essas vendas significam não se reproduz. Porque o capital não se fixa, entra por um ouvido e sai pelo outro. Os accionistas estão endividados, recebem o dinheiro e pagam ao banco português, que por sua vez está endividado, recebe o dinheiro e paga ao credor estrangeiro.

Entra a 100 e sai a 200.

Veja-se o caso da PT.

Imaginemos que a venda da Vivo se faz pelos 6,5 mil milhões de euros, um valor enorme que ultrapassa toda a receita orçamentada pelo Estado para o seu acelerado programa de privatizações. O que acontece ao dinheiro?


Uma de duas coisas: ou é reinvestido, ou entregue aos accionistas como dividendo extraordinário. Provavelmente, as duas coisas acontecerão.

O investimento será, supõe-se, no estrangeiro. E o dinheiro entregue aos accionistas, para onde vai? 70% vai para accionistas estrangeiros (que assim recebem o retorno do seu investimento); o resto é pago a pequenos investidores e ao chamado "núcleo duro" português, que está quase todo ele endividado junto de bancos estrangeiros ou junto de bancos portugueses… que estão endividados junto de bancos estrangeiros. No final, dos 6,5 mil milhões, pouco capital ficará em Portugal.

O problema da venda das grandes empresas (a Galp a brasileiros e angolanos, a PT a espanhóis, o BPI e o BCP a angolanos, a Cimpor a brasileiros…) não é a nacionalidade dos accionistas.

É a impossibilidade de reter o seu capital. E quando são os próprios bancos que se afligem nesse constrangimento, não há volta dar: corta o crédito, paga aos credores.