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sexta-feira, 2 de maio de 2008


Morrer como a cotovia sedenta
na miragem

Ou como a codorniz
passado o mar
nas primeiras moitas
porque de voar
não tem vontade

Mas não viver queixoso
como um pintassilgo cego

Giuseppe Ungaretti (1888-1970)

Ao ler este poema lembrei-me do João, porque penso que traduz a coragem com que ele enfrentava os desafios.