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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quem nos esclarece: As passagens aéreas estão mais baratas 15%, ou mais caras 12%?

Foto retirada da net

(...)Vejamos em que medida os tarifários aplicados nos transportes foram fundamentais no desenvolvimento dessas políticas:
- No tráfego aéreo territorial, também a preços constantes de 2007, entre 1996 e 2006, os decréscimos foram em média superiores a 2,5% ao ano e se, para o mesmo período, contabilizarmos tarifas mais taxas, incluindo a taxa de combustível, já que o que importa ao utente do serviço de transporte aéreo é o total a pagar, ainda assim o decréscimo médio anual continua a ser superior a 1,5%.

L. Machado In Plano para 2008,

Foto retirada de http://zirigunfo.blogspot.com


PSD/A denuncia : Passagens aéreas subiram 12%


O PSD/Açores denunciou ontem que as tarifas aéreas entre os Açores e o continente aumentaram mais de 12 por cento nos últimos dois anos, quando, no mesmo período, o preço das passagens entre Lisboa e dez destinos europeus sofreu uma redução no mesmo valor.


(...) Jorge Macedo acrescentou que utilizar o argumento do preço do petróleo para justificar o aumento do preço das passagens aéreas é uma "falácia", dado que, de acordo com o boletim trimestral do Banco de Portugal, em 2007, o preço médio do barril de petróleo, negociado em euros, aumentou apenas 0,4 por cento, e entre 2006 e 2007 o referido aumento foi de 1,5 por cento, segundo a direcção geral de Energia.




Claro que não estamos a duvidar da “habilidade” para a matemática de nenhum dos nossos representantes, que se querem sérios.


Contudo, ao confrontarmos estes truques com as recentes lamentações de Sua Excelência, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sobre o desinteresse da juventude pela política, só nos apetece dizer: os jovens de hoje estão mais cultos e informados que os da geração de 70.
E, como tal, não se deixam arrebanhar por personagens que teimam em nos (se) governar com base na “chico espertice” dos trocadilhos.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Quantos passageiros da TAP, com destino ao Pico, são obrigados a escalar as Lajes ou Castelo Branco?

(Clique para ampliar) Foto gentilmente cedida pela profª Goreti Batista

PSD-Pico insiste no reforço das ligações aéreas

A Comissão Política da Ilha (CPI) do Pico voltou a insistir esta semana no reforço das ligações aéreas com o exterior da Região.
Em comunicado, a CPI considera que um voo semanal entre Lisboa e o Pico, com regresso à capital pela ilha Terceira na terça-feira, é “insuficiente e defrauda” as expectativas que foram criadas com a nova gateway.
Além de não servir a população, acrescenta a CPI, esta única ligação semanal não tem servido o comércio local, nem os clubes desportivos que, em várias modalidades, participam nas competições nacionais.
A conjugação de todos estes factores justifica, segundo o presidente da CPI, Cláudio Lopes, a realização de mais um voo na época baixa, e, no mínimo, três voos na época alta: “Só assim, é que será possível justificar este grande investimento no Pico (...)
Por outro lado, acrescenta, que seria interessante conhecerem-se as taxas de ocupação de determinadas rotas em determinados dias da semana para algumas gateways. Tal como seria interessante que alguém se propusesse estudar o número de passageiros picarotos que vão para Lisboa por outros aeroportos da Região, bem como o de passageiros que tem a ilha do Pico como destino, vindos das mais diversas partes do mundo.

In Ilha Maior de 24 de Abril de 2008


Saudamos todas as iniciativas que visam o desenvolvimento da nossa ilha, independentemente de quem as realiza. Ou propõe realizar...
Isto porque, de boas intenções está o inferno cheio, diz o povo. Pois, estando o PSD representado no nosso Parlamento, saberemos, dentro de algum tempo, se este discurso se destina apenas a consumo interno, ou seja, unicamente para “picoense ver e votar”.
Ou se terá a sua consequência lógica, com a aprovação na Assembleia de uma resolução que determine quantos passageiros saem, ou têm como o destino o Pico, em que dias e em que épocas.
Estamos em crer que todos os nossos representantes, da mesma ou de outra orientação política, anseiam pelo progresso do Pico e darão o seu aval a esta proposta. Ou, então, avançarão com outra que tenha a mesma finalidade.
Ou, pelos menos, explicar-nos-ão por que não o fazem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Comentário ao artigo de Lizuarte Machado

No seu artigo em http://www.picoazores.com/artigos/index.php?PHPSESSID=169d094e31da4d6075a46c3c40353bef, o deputado eleito para dar voz às mais prementes reivindicações picoenses reporta que, em matéria de transportes aéreos e marítimos, está quase tudo bem. E aconselha-se. O preço das passagens aéreas inter-ilhas e territoriais desce a olhos vistos. Enquanto que paradoxalmente o preço dos combustíveis aumenta “brutalmente”.
Não concordo, quem paga as tarifas do seu próprio bolso sente que estas levam boa parte dos orçamentos familiares. E que o aumento “brutal” dos combustíveis, pagos em dólars, parece ser só problema nosso, pois voar de Lisboa para os Açores é mais caro que voar de Lisboa para outros destinos à mesma distância. Não sei se todos os aviões gastam do mesmo combustível, ou então se há pilotos mais económicos na condução, neste caso pilotagem. Não sei. De facto, não sei. O que eu sei é que o preço é exagerado.


E continuando na política de transportes, este ano serão criadas tarifas mais baratas para os emigrantes dos EUA e Canadá, assim como, um desconto de 50% no excesso de bagagem nas ligações internas regionais. Só para alguns, portanto. Porquê?
E os açorianos que trabalham no continente, por que não usufruem da mesma regalia? Ou os açorianos que visitam familiares nos EUA e Canadá, por que não tem os mesmos privilégios?
Sobre os 30 milhões citados, gastos pelo governo regional em transportes, quero sublinhar que subsidiar férias de suecos e dinamarqueses em hotéis de S. Miguel não me parece boa política.
Especialmente quando sabemos que os picoenses são obrigados, com regularidade, a acrescentar à tarifa aérea um imposto escondido - a viagem de barco e o táxi faialense. Até apetecesse dizer: Que pena não sermos suecos, ou então, por que não temos representantes também suecos?
Sobre o transporte marítimo de passageiros, reconheço que a “sorte” não tem ajudado nos últimos anos. Os barcos entram em funcionamento tarde e a más horas, deprimindo a já frágil economia do Pico.
E ainda, os picoenses não beneficiarão do apoio em 90% sobre o custo do transporte inter ilhas, de alguns produtos regionais. Assim como, não terão o apoio em 75% do custo do transporte de outros produtos para o exterior, pois a nossa ilha não foi incluída no grupo das “ilhas de coesão”.
Mas, um diligente defensor dos cidadãos que, em si depositaram a responsabilidade de representar o Pico, bater-se-á por justiça, estou certo.
Congratulo-me por pedir mais ligações da TAP ao Pico. Embora apenas o tenha feito no final do artigo. E desejo, ainda, que não fique só pelo lamento dos “Cancelamentos (in)justificados com "constrangimentos operacionais da transportadora".???
Pede-se aos futuros deputados do Pico, a eleger em 2008, esclarecimento e determinação. Que sejam directos, ousados e audazes. E que acabem definitivamente com o desprezo a que os sucessivos governos regionais nos têm votado.
Enfim, pede-se aos futuros representantes que ajam efectivamente como deputados e não como meros funcionários do partido.