O Parque Natural do Pico, nas suas diferentes valências, registou quase 20.000 visitantes, dando provas que o Pico é um excelente destino de turismo de natureza.segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Parque Natural do Pico recebeu 20.000 visitantes este ano
O Parque Natural do Pico, nas suas diferentes valências, registou quase 20.000 visitantes, dando provas que o Pico é um excelente destino de turismo de natureza.sábado, 16 de outubro de 2010
Quarto com vista para o mar
O Conselho de Ilha do Pico (CIP) deu parecer positivo à anteproposta do Plano do Governo Regional para 2011. Comparativamente com o Plano do ano corrente, os conselheiros enaltecem, em tempo de crise, o aumento em 12 milhões de euros do investimento e a entrada do Pico no quarto lugar do ranking regional, em termos de dotação orçamental, atrás do Faial, Terceira e São Miguel, depois de durante vários anos terna quinta posição.
sábado, 9 de outubro de 2010
“A juventude tem que pensar muito a sério no futuro do Pico”
Aos 95 anos Ermelindo Ávila fala a Ilha Maior sobre o passado, o presente e o futuro do Pico. O escritor, investigador e historiador, que ao longo de décadas assinou vários contributos para melhor se conhecer a ilha, olha com tristeza para o presente e o futuro do Pico devido à falta de investimentos que suportem o desejado crescimento e afirma que os jovens têm de se assumir como protagonistas no amanhã da ilha.(…)
O que o motiva a escrever diariamente?
EA: Principiei a escrever muito cedo. Talvez não tivesse a real consciência daquilo que estava a fazer.
Comecei a escrever em 1932 com 15 anos. Quem recebeu os meus escritos foi o padre Xavier Madruga que os publicou no jornal “O DEVER” e nunca mais deixou de os publicar.
Foi um bichinho que me mordeu e desde então tenho continuado a escrever.
Curiosamente fui aconselhado por alguns médicos a escrever, adiantando que esse trabalho dava saúde.
Escrevo sem projectos, mas sobre o que vai aparecendo.
Olhando para a sua ilha, qual a análise que faz do Pico?
EA: Vejo o Pico com uma certa tristeza. O Pico vive melhor porque tem outras actividades mas tem uma grande falha na juventude. O Pico não tem juventude porque a juventude caminha e não volta. Isso é que é o grande mal do Pico.
Vêm três/quatro pessoas de fora dar aulas nas escolas. Quase nem convivem com as pessoas de cá. Vão-se embora. Os de cá também se vão embora e são os velhos que vão ficando. O Pico precisa criar novas actividades e incentivos para que a juventude que sai para estudar volte e possa cá fixar-se. Isso é essencial.
É preciso repensar bem o futuro?
EA: É preciso repensar com muito cuidado o futuro e ter a certeza de que se não tomarem medidas drásticas imediatas daqui a uma dúzia de anos podem fechar a ilha.
Como se pode inverter essa tendência?
EA: Como atrás disse, criando actividades e investimentos, tal como se faz nas outras ilhas.
Fala-se muito que o Pico é a ilha de futuro…
Tem havido uma melhoria ou uma inversão das coisas?
EA: Os que vivem no Pico vivem relativamente bem. No meu tempo não se estudava fora. Eram raros os que iam estudar para o Liceu e raríssimos os que iam para a universidade.
Hoje toda a gente acaba o 12º ano e vai para a universidade e depois escolhem cursos do seu agrado, alguns deles sem oferecerem colocação.
(…)
Analisando o seu concelho antevê um futuro risonho?
EA: Não o vejo com perspectivas de desenvolvimento. Há localidades a desenvolverem-se mais do que outras mas é um desenvolvimento aparente. Antigamente havia o regresso de muitos emigrantes que adquiriram muitas propriedades. Hoje eles já não voltam e os terrenos estão abandonados.
O concelho, à semelhança de outros, tem perdido pessoas e sobretudo alguns serviços…
(…)
O whale watching não pode ser um importante pólo dinamizador do desenvolvimento das Lajes?
EA: Não, porque não está organizado devidamente. As pessoas vêm aqui de visita, vêem as baleias e vão embora. O que é que eles deixaram?
Deixaram apenas ao operador o dinheiro da viagem. Se houvesse novos estabelecimentos hoteleiros que os recebessem e que eles se mantivessem cá por alguns dias, era diferente. Assim não.
É preciso trazer gente para as Lajes e para o Pico?
EA: É importante fixá-la ou pelo menos mantê-la durante algum tempo. A própria restauração e a hotelaria têm de ser modificadas.
Julgo que as residenciais são um erro e nem todos aproveitam o turismo rural. A vinda de meia dúzia de casais durante o Verão não resolve o nosso problema. Os turistas necessitam ter hotéis que os recebam porque os estrangeiros não conhecem os estabelecimentos com a designação de residenciais. No estrangeiro estive em hotéis inferiores às residenciais que aqui temos, no entanto eram classificados de hotéis.
(…)
O estatuto de património da UNESCO da Vinha do Pico e da eleição das 7 Maravilhas Naturais da Paisagem Vulcânica do Pico podem dar um empurrão ao desenvolvimento?
EA: Não queria ser maldizente. Quando foi da Autonomia concordei que se acabasse com os distritos porque as ilhas capitais eram um travão ao desenvolvimento das outras ilhas. Desenvolviam as sedes dos distritos e as outras ficavam paradas no tempo. Acabaram-se os distritos, mas não houve mudança.
O projecto, naquela altura, era um governo rotativo com uma delegação em cada ilha e cada ilha ia desenvolver-se a si própria. O que aconteceu foi uma centralização em São Miguel e em parte outra na Terceira. Até o próprio Faial não é de gente do Faial. Eles vêm de fora ocupar os lugares.
O processo autonómico falhou?
EA: Foi uma decepção.
Não cumpriu os desígnios inicialmente traçados?
EA: Não cumpriu.
Em relação à paisagem da vinha classificada como património da UNESCO e à eleição da paisagem vulcânica como uma das 7 Maravilhas…
EA: Não sei responder a esta pergunta porque não sei o que é que o Pico vai lucrar. Turisticamente não sei quais as vantagens a tirar. Os turistas vêm na lancha da manhã, sobem o Pico e voltam à noite para o Faial. É preciso agentes operadores no Pico para obrigar as pessoas a cá ficar.
É preciso obrigar as pessoas a pernoitarem na ilha?
EA: Evidentemente. O que se vê é a ampliação do Porto da Madalena para assegurar ligações com o Faial.
A Madalena não vai lucrar com as reparações no Porto. Quando trabalhei na Madalena as camionetas iam a cima do cais apanhar os turistas para uma volta à ilha e nem paravam no centro da vila. Insurgi-me contra essa situação pedindo ao presidente da Câmara que obrigasse as pessoas a descerem da camioneta no centro da vila. Julgo que hoje continua a ser o mesmo. O que lucramos com este tipo de turismo?
Nas Lajes nem sequer entram na rua principal. Um turismo assim organizado não dá garantias de futuro.
sábado, 2 de outubro de 2010
Turismo de Portugal Atribui Medalha de Mérito Turístico a Serge Viallelle
O Turismo de Portugal atribuiu nas celebrações oficiais do Dia Mundial do Turismo, em cerimónia realizada no Casino da Figueira da Foz, a Medalha de Mérito Turístico, Grau Prata, a Serge Viallelle.Serge Viallelle diz que chegou ao Pico “de iate”. Não saiu mais.
Foi há vinte anos e nessa altura a ilha era muito diferente. “Não havia telefones públicos, só na polícia. E aqui em frente, o chão ainda tinha ossos de baleia”.
O francês Serge Viallelle encantou-se pelo local e não foi capaz de partir.
Em conjunto com João Vigia, foi o primeiro a apostar no turismo voltado para a observação dos cetáceos que, apesar de já não serem alvo de caça, continuam a aparecer ao largo do Pico todos os anos.
Comprou uma casa mesmo em frente à baía e alargou a actividade de observação de golfinhos e baleias à hotelaria, com a aquisição de uma residencial logo ali ao lado.
Hoje, o pioneiro do turismo ligado aos cetáceos no Pico diz que está “numa fase de culpabilidade”. Porquê? “O turismo de massas ainda não chegou cá mas vai chegar. Não sei o que vai ser disto nessa altura”.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
CENTRO DE RECRUTAMENTO Baixa escolaridade açoriana impede ingresso na Força Aérea
Os Açores são das zonas do país que menos contribuem para os recursos humanos da força aérea.
As exigências da formação militar e a baixa escolaridade da população açoriana são os dois principais factores que retiram a representatividade insular deste ramo das forças armadas portuguesa.
Isso mesmo referiu ao jornal “a União”, o chefe do Centro de Recrutamento da Força Aérea, coronel António Delfim: “a população nos Açores tem uma característica em termos de escolaridade baixa em relação à média nacional.
Dificuldades, refere, que levaram os responsáveis militares a baixar a escolaridade mínima de ingresso: “baixámos o patamar de entrada, que passou a ser o 9.º ano, e agora temos mais gente”.
O chefe do Centro de Recrutamento da Força Aérea refere mesmo que, na sua passagem pela ilha Terceira ao longo desta semana, que deu arranque à acção do Dia da Defesa Nacional, assinalado na passada segunda-feira, efectuou um contrato com um açoriano:
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Escrevo do Pico
Escrevo Pico e qualquer coisa me sacode. Um abalo; um garajau levantando voo da falésia hasteada no meu sangue; um milhafre planando e a conjugar seus pios altos; uma cagarra entornando seu grito de cio num ouvido oculto do corpo; ganhoas sobrevoando a fome por cima dos cardumes, nas águas do canal; um barco acostando-se ao cais, outro zarpando; São Jorge dando o roxo por não roxo, trajando-se de outras vestes comprometidas com novas cores… A Ilha do Pico ficou-me vazada nos olhos, vislumbram para além do que me cerca, não obstante a cortina invisível da realidade que ora me circunda em istmo, se obstine em tapar-me o sonho… Alcanço com nitidez de vidente os caminhos do mato, seus fetos gigantes, sua vegetação endémica, única, a paisagem por vezes lírica e sempre trágica… Nas narinas repousa-me ainda o persuasivo e afrodisíaco aroma da roca-da-velha, roca-de-vénus, e o de outras plantas e árvores e flores silvestres, cheiros mestiçados, lúbricos, endoidam a carne fraca do catecismo, o sangue e o desejo de apagar-me por completo, por instantes, para surgir rejuvenescido na plenitude do instinto, limpo e animal… As poças… Contemplo a pele e sinto escorrer-se-me a água diáfana do mar enigmático e raro, nem sempre bonacheirão, desde o berço me embalou, ora com voz cava de pai ora com a meiga de mãe (ele é feminino em certas línguas, e no Francês tem o mesmo som de mãe: la mer) ao longo das noites em que o sono e o sonho do antigo corpo adormeceram… Redescubro-me na Ilha que demando em nau de velas pandas. Hei-de arrecadá-la no silêncio avaro da casa dos botes: existe sempre uma redescoberta a empreender e uma viagem renovada à minha espera…domingo, 12 de setembro de 2010
Alô Vidiguera, já GANHÁMOS!!!
Pico e Sete Cidades eleitos maravilhas naturais de PortugalA gala das 7 Maravilhas Naturais de Portugal decorreu hoje em Ponta Delgada.
Num espectáculo de duas horas e meia, que decorreu em Ponta Delgada, foram anunciados os vencedores do concurso 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
A paisagem vulcânica do Pico, na categoria de grandes relevos, e a Lagoa das Sete Cidades, na categoria de Zonas Aquáticas Não Marinhas, foram as duas "maravilhas" eleitas das cinco zonas açorianas a concurso.
In Jornal Diario
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Estaleiros de Peniche com 49% da Naval Canal
O Conselho de Governo aprovou a aquisição pela Administração dos Portos do Triângulo e do Grupo Ocidental de 49 por cento do capital da Naval Canal, autorizando ainda a sua venda aos Estaleiros Navais de Peniche.
O vice-presidente do executivo açoriano, Sérgio Ávila, que apresentou em Ponta Delgada as conclusões da reunião do Governo, destacou a “importância do conhecimento e da experiência” que os estaleiros de Peniche vão trazer para a região.
Segundo Sérgio Ávila, o Governo regional “aposta no desenvolvimento” do sector da construção naval, que considera ser “estratégico” para o arquipélago.
A venda de 49 por cento do capital na Naval Canal aos Estaleiros de Peniche permitirá ainda proceder a uma reestruturação da empresa açoriana, garantindo “a manutenção da infraestrutura existente, a promoção dos estaleiros, o alargamento da prestação de serviços e a criação de emprego qualificado”.
Noticia retirada daqui

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