
Há por aí a irritante mania de duvidar de tudo e de todos, sobretudo dos governantes. Por que será?
Afirma-se que o prometido afinal não passa disso mesmo, e que só serviu para ganhar uns míseros votos, ou para confundir a população de uma ilha.
Afirma-se que o prometido afinal não passa disso mesmo, e que só serviu para ganhar uns míseros votos, ou para confundir a população de uma ilha.
Ou talvez mesmo para lhe diminuir a auto estima.
Irra!
Mas a verdade é como o azeite e vem sempre ao de cima. E o óbvio, como óbvio que é, toda a gente o vê.
Ou não vê, se for caso disso.
Só por má fé, ou por não querer ver, é que se teima em afirmar que se adiou o inadiável, não cumprindo o compromisso assumido.
E que continua a meio o que só faz sentido quando completado por inteiro.
Por isso, há quem seja prudente e use de toda a cautela no anúncio de infra-estruturas estruturantes, pois, como se sabe, gato escaldado de água fria tem medo.
Só depois de muita ponderação se anunciou que as infra-estruturas de abastecimento de aeronaves do Aeroporto do Pico estariam concluídas em Junho de 2007.
Porque mesmo antes de Junho de 2007, e à vista de todos, era possível abastecer aviões no Pico.
E olhem que construir infra-estruturas desta envergadura é obra nunca anteriormente empreendida. Nunca se havera construído instalações de abastecimento de combustíveis para aviões nos Açores, quiçá por esse mundo fora.
Por isso, haverá alguém em condições de censurar a precaução do sr governante?
Perante esta hercúlea tarefa foi preciso, sem demoras, meter mãos à obra.
Reinventou-se a roda.
Redescobriu-se o fogo.
Mas o esforço foi compensado num longínquo dia de Setembro de 2007, em que o senhor Secretário Regional da Economia finalmente pode afirmar, no Parlamento Regional, que o processo estava na fase final de licenciamento.
Mas licenciar empreitadas nunca outrora realizadas, talvez no planeta, é tarefa ciclópica. Falta sempre alguma folha de papel selado, ou até um gatafunho. Nunca descurando que o gatafunho deve constar na folha de papel selado apropriada.
E não em outra qualquer.
Uma construção desta dimensão, impar no Universo, requer resmas de papel selado.
Uma construção desta dimensão, impar no Universo, requer resmas de papel selado.
E resmas de gatafunhos.
Mas sempre se havera licenciar um serviço tão especial, que também se poderá designar de espacial, se considerarmos todo o desenrolar do seu processo.
Assim como a sua fonte, que é daquelas que quando nasce é para todos.
É certo que só está disponível de dia. Mas também não necessita de ser importada, não é poluente e é cem por cento renovável.
É certo que só está disponível de dia. Mas também não necessita de ser importada, não é poluente e é cem por cento renovável.
E, seguramente, já estava acessível muito antes 2007, sempre o soubemos.
Só falta mesmo é a TAP e a SATA adquirirem as aeronaves adequadas à especificidade do parque construído.
Pois, muita razão tinha o senhor Secretário Regional da Economia, quando afirmou, em Setembro de 2007, que o parque de combustíveis do Aeroporto do Pico já estava concluído.















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