Foto adaptada deO Plano e Orçamento do Governo Regional para 2010 não será o primeiro, mas sim o sexto, consecutivo, no qual à segunda maior ilha em área, e terceira em número de eleitores, corresponderá apenas o quinto valor em termos de verbas orçamentais.
Perante este cenário, só nos apetece dizer que se o Governo Regional não quer ser lobo, então não lhe vista a pele.
Pois, como consequência, os picoenses não terão direito aos cuidados médicos que merecem.
Os alunos das Lajes continuarão a frequentar a pior escola secundária da região, em termos de instalações.
E claro, as obras estruturantes nos portos e aeroporto ficarão a marcar passo. Para não falar nos fundos que, a pretexto da coesão, não estimularão as nossas empresas.
Assim, sob a capa de gajo porreiro que é amigo cá da malta, César tudo faz para ser considerado o governante que mais penalizou o Pico na atribuição de fundos essenciais ao seu desenvolvimento.
Desde a época histórica dos todo-poderosos capitães donatários que não sofremos comparável ultraje.
Sim, porque se há dinheiro para a construção das megalómanas Portas do Mar, assim como para a multiplicação de cais de cruzeiros nas ilhas ex-capitais de distrito, como é que não há para as obras estruturantes do Pico?
Estará a haver desmando nas prioridades governativas?
O Conselho de Ilha do Pico, órgão plural, de diferentes orientações políticas, foi unânime em chumbar a ante proposta do Plano e Orçamento para 2010, apenas com uma abstenção.
Penso que além de dar parecer, seria útil que todos os nossos conselheiros sensibilizassem os picoenses, através de artigos de opinião na imprensa local, sobre quão grave é manutenção desta situação.
Pois ainda estamos a tempo de melhorar substancialmente esta proposta.
A não ser que consideremos ter como fado o agravamento do atraso em relação ao Faial e S. Jorge.




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