quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Por que se abriu a porta à Berta?

Defendemos, desde sempre, uma maior aproximação dos eleitos aos eleitores. Ou seja, aqueles que se candidatam ao parlamento devem olhar olhos nos olhos os que os elegem. Será este o caso?

Se a dra Berta apenas pretende ajudar o seu grupo parlamentar e não ter assento no parlamento, então deve, muito simplesmente, participar activamente na vida partidária, sem se candidatar a um lugar que não pretende ocupar.

Pois pensamos que o PDS, à semelhança de qualquer outro partido da oposição, tem como função denunciar más práticas do poder e terá perdido, com este episódio, alguma autoridade moral.

É certo que Costa Neves preferiu dar tudo por tudo para unir o partido.

Mas talvez tivesse sido preferível contar com quem está disponível de corpo e alma, em vez de apresentar nomes sonantes que em nada parecem empenhados neste combate.

Sim, a dedicação ao partido da dra Berta, terá também ficado abalada, uma vez que, fragilizando o seu líder, neste momento, acaba por causar mais estragos ao PSD que os seus supostos adversários.

Costa Neves, ainda tentou disfarçar a situação dizendo que, à semelhança do PS, deveria submeter a sufrágio os futuros membros do seu governo, deixando, assim, uma porta entreaberta.

Mas Berta, talvez adivinhando o resultado de Outubro e o futuro de Costa Neves como líder partidário, solidariamente, fechou a porta, dizendo que o seu compromisso é com Ponta Delgada.

Saúda-se ao menos a (in)sinceridade da senhora que, nesta matéria, envergonhará muitos outros candidatos que por aí se apresentam.

2 comentários:

H. Blayer disse...

A pergunta certa (para a qual só Berta Cabral está habilitada a dar resposta, sendo que não quer fazê-lo pública e sinceramente) é apenas: Porque aceitou Berta ser cabeça-de-lista, recusando à partida um lugar de deputado e mesmo um lugar num governo PSD?
Seja qual for a resposta da candidata, não me parece convença muita gente, afinal, para quê candidatar-se a um lugar que assumida e publicamente rejeitou logo à partida?

Anónimo disse...

ao que a política chegou. Pessoas a encabeçar listas para determiandos cargos, quando sabem à partida que não os vão ocupar.
ao que a política obriga!!