
Fomos, esta semana, a um escritório da SATA, para indagar da possibilidade de conseguir uma passagem a preço módico, agora que são tão badaladas na rádio e televisão e o resultado foi nulo.
Até à Páscoa, não há possibilidade alguma de conseguir um voo, nestes moldes, pelo Pico, pelo que solicitámos idêntica hipótese, quer pela Horta, quer por Ponta Delgada.
Porém, a resposta foi igual, pois não havia lugares disponíveis àquele nível. Isto fez-nos pensar, mais uma vez, na qualidade “fingida” da vida que nos estão a “impingir”, ao fazer acreditar que estamos beneficiando de passagens mais baratas.
Temos consciência, felizmente, de que vivemos em ilhas sujeitas, à partida, a inúmeras restrições, é bem verdade, mas nunca nos esquecemos de que, aquando da “passagem” dos distritos a Região, bastante lutámos para que tal mudança só acontecesse, quando as mesmas obrigações e regalias fossem idênticas, desde Santa Maria até à pequena ilha do Corvo.
Certamente poder-se-á argumentar que as populações não foram sensíveis a tal argumentação, o que, infelizmente, até é verdade. Só que, atrás de tempo, tempo vem e, só tarde de mais é que os residentes nestas ilhas, verdadeiramente periféricas, dentro da tão propalada Região Açores, se aperceberam de toda a extensão dos custos e dificuldades a que acabaram por ser sujeitos.
O caso presente das passagens aéreas, não é único, infelizmente, a prejudicar tanta gente, porém, é bem revelador de quanto nos é “oneroso” viver fora das ilhas, antigas capitais de distrito, particularmente da ilha de São Miguel, aonde para além das inúmeras vantagens, obtidas com a Autonomia, os seus residentes podem usufruir do privilégio de se deslocarem à capital tratar dos seus assuntos e regressarem no mesmo dia.
José Azevedo in Ilha Maior de 25 de Fevereiro de 2011
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