quinta-feira, 5 de março de 2009

Fajã do Calhau

"Tem projecto a obra?
- Alegadamente não.

Cumpre com os parâmetros mínimos de segurança e estabilidade?
- Não se sabe, até porque não foram feitos estudos, bastando para a sua execução a fé no "know how" dos serviços.

Foi aberto concurso público para a sua execução ?
- Presume-se que não!

Qual o custo de tal malfeitoria?
- Não se faz a "mínima ideia" para citar o dono da obra, mas apesar do Director Regional ter confessado não ter sequer um vislumbre do cômputo geral, estima-se que a "parte bruta" da empreitada, em meados de 2008, rondava os 800.000 euros!"
Extraído daqui
O Basalto Negro associa-se à campanha “Dia F” impulsionada pelo blog Fiat Lux * Carpe Diem.
Associamo-nos a esta iniciativa, não por mera solidariedade blogística, mas sim por acharmos que a descaracterização do que temos de melhor, a natureza, a pretexto da promoção desta mesma natureza, não passa, afinal, de uma severa contribuição para a morte da nossa galinha de ovos de oiro.

Sem fundamentalismos, desejamos, portanto, que os nossos projectos de promoção turística se integrem na paisagem natural, com o mínimo impacte ambiental, o que não é manifestamente o caso. É tempo de avaliar todos os danos gerados, assim como na melhor maneira de repará-los.
E, sobretudo, desejamos que a Fajã do Calhau sirva de meditação relativamente às alterações já efectuadas, ou ainda a efectuar, em muitas zonas costeiras do nosso arquipélago.

6 comentários:

geocrusoe disse...

Confesso que não percebi o teu comentário no post da ilha sabrina sobre o desaparecimento do calhau com branqueamentos de geólogos do regime, por vários motivos:
1.º não me lembro de algum geólogo se ter pronunciado a favor do assunto, independentemente das suas ideologias, mas pode ter havido;
2.º geólogo do regime não pode ser eu, logo não era a mim a quem te referias, não tivesse sido autarca executivo pela oposição, autarca de órgão deliberativo pela oposição, membro do concelho de ilha indicado pela oposição e cronista quinzenal de um diário precisamente por comentar o quotidiano de modo livre sem conotação com a situação;
3.º é público que geocrusoe é um blog apolítico, tal não acontece com comigo que faço há muitos anos intervenção política noutras frentes com assinatura de nome próprio e foto em jornal, intencionalmente não pretendo que o meu blog tenha esteja associado a este tipo de intervenção... é essencialmente de divulgação de ciências e outras áreas de gosto pessoal;
4.º não me venham pedir para comentar politicamente coisas cuja área de competência é tutelada pelo meu serviço, não faço isso em nenhum dos campos onde intervenho, é também uma opção minha, embora tecnicamente por vezes apresente alguma informação geral;
5.º falar do impacte do projecto? desculpe esse é o meu campo específico de trabalho e não discuto trabalho na praça pública, mesmo que muitas vezes me apeteça dizer, mas no calor diria aquilo que não devo e por isso reservo-me de intervir em casos concretos de ambiente.
6.º tornei-me militante de um partido quando este perdeu eleições, nunca fum um homem que se cola ao regime vencedor.

geocrusoe disse...

desculpe os vários erros de português, mas o texto ainda não tinha sido lido quando carreguei na tecla errada. qualquer forma ainda sou autarca (pela oposição) e queria dizer conselho de ilha e continuo colunista.
Mantive o teu comentário no geocrusoe, porque não é bairrista, nem faccioso em termos de partido, mas não sou nem admito que insinuem que sou do regime.

geocrusoe disse...

já vi um post no fiat-lux que originou a ideia de geólogo do regime, qualquer forma nunca visitei da fajã de calhau, nem me pronunciei sobre o assunto, logo a pessoa em causa não sou eu.

Anónimo disse...

Há geólogos do regime sim senhor.
Em S. Miguel e na Terceira.

Paulo Pereira disse...

Uma vez que o meu comentário foi feito no blog Geocrusoe, vejo-me na obrigação de aqui reproduzi-lo, com o fim de enquadrá-lo nos comentários ao post:
“A Sabrina lá desapareceu, enquanto mais Calhau continua a desaparecer agora. Com algum braqueamento dos geólogos do regime, tudo é possível...”

Obviamente que eu pretendia que comentasse os últimos desenvolvimentos do caso Fajã do Calhau. Não pretendi insinuar que estava comprometido com o caso, a menos que considere que a Região só dispõe de um único geólogo, v. excia.
Compreendo as suas reticências em relação ao caso, assim com na necessidade de expor o seu extenso currículo de intervenção política.
Não entendo, contudo, o tom enfatuado que fez questão em deixar registado.
Cumprimentos

geocrusoe disse...

O tom enfatuado resultou no facto de eu ter tomado que o comentário se referia precisamente à minha pessoa e no momento me ter sentido ofendido em duas frentes:
1. ter sido capaz de emitir um parecer técnico que branqueie situações em função dos objectivos da hierarquia;
2. para quem enfrentou pessoal e profissionalmente no passado as consequências de ser não alinhado, desagrada-me imenso quando me conotam com o regime.
Qualquer forma no 3.º comentário era para dizer que estava tudo bem. Pelo que penso tudo está esclarecido e sem deixar cicatrizes, pelo menos na minha pessoa.