sábado, 14 de novembro de 2009

SATA deixa peixe no aeroporto do Pico

“Quando o peixe chegar ao continente já não vai ter a mesma qualidade e, por isso, vou ter de vendê-lo por um preço inferior ao que comprei. É prejuízo completo.”

Além de prejudicar os exportadores, também os pescadores estão a ser afectados, com o produto a ser vendido a preços inferiores ao seu valor real.

Os pescadores já começam, aliás, a fazer contas à vida e ameaçam vender o seu peixe no mercado faialense.

José António Fernandes, em declarações à Antena 1 Açores, lamentou a situação agora vivida pelos exportadores.
Segundo o presidente da Associação de Armadores da Pesca Artesanal da Ilha do Pico, os problemas de escoamento de pescado agora vividos precisam de ser analisados com ponderação em conjunto com o departamento governamental ligado ao sector das pescas.

“Esta é uma altura em que estamos com dificuldades acrescidas porque o estado do mar não nos deixa pescar e quando o conseguimos não podemos exportar o nosso peixe, o que dificulta ainda mais o sector”, afirmou José António Fernandes.

O presidente dos armadores acrescentou que é “impensável” que a SATA continue a deixar o peixe no aeroporto, sublinhando que o pescador é sempre o principal prejudicado:

“Quem fica prejudicado é sempre o pescador. O exportador se não conseguir vender o peixe vai ter prejuízo e vai salvaguardar os seus interesses tentando pagar menos nas próximas compras de pescado em lota.”

A SATA já assumiu as dificuldades em transportar o pescado reconhecendo a falta de disponibilidade para responder às necessidades dos exportadores na última semana.

José Gamboa, porta-voz da SATA, garantiu que até final da semana iriam tentar transportar esse pescado através do aeroporto da Terceira ou da Horta.

Leia esta notícia na íntegra no Ilha Maior de 13 de Novembro de 2009

2 comentários:

Jose Augusto Soares disse...

Lê-se a notícia.
Notícia? Notícia deveria ser sinónimo de novidade, e esta questão é velha e revelha...
A SATA....o peixe que fica no aeroporto....
Mas se nem para passageiros a SATA serve, como haveria de prestar para o pescado?
Continuaremos a ler notícias sobre este tema...mesmo já com o peixe apodrecido...

João Cunha disse...

É o serviço público possível... dentro dos parâmetros estabelecidos pela SATA como aceitáveis.

O investimento necessário para garantir a qualidade do serviço prestado nas ilhas com menos impacto económico parta as contas da empresa deveria ser mais do que compensado pelo estatuto de empresa p´´pública que a SATA apresenta.